Tudo bem com vocês? Por aqui tudo certo!
Há alguns dias eu entrei no ônibus do meu trabalho e notei uma garota segurando um disquete com uma etiqueta rotulada “Trabalho da faculdade”. Logo me lembrei da época em que eu usava 5 disquetes para passar uma música de um PC para o outro! Depois comecei a refletir o quanto a capacidade de armazenamento tem evoluído nos últimos anos e como o disquete já está ultrapassado!
Hoje em dia, graças às tecnologias como o eSATA 3, Blu-Ray e Desduplicação, usuários domésticos e corporativos contam com um grande acervo de armazenamento de informações, chegando até a ultrapassar a barreira dos Gigabytes.
Você não tem conhecimento ou nunca ouviu falar sobre esses três termos que eu mencionei? Bom, continue lendo essa notícia e fique por dentro dessas novas tecnologias!
De bytes para Kilobytes, de Kilobytes para Megabytes, de Megabytes para Gigabytes, e finalmente de Gigabytes para Terabytes! Essa é a notação de medida que já se utiliza em muitos dispositivos de armazenamento. A princípio apenas servidores robustos possuíam tanto espaço, mas atualmente usuários domésticos já tem essa opção disponível no mercado.
No dia 24 de setembro deste ano, a empresa Seagate anunciou o primeiro disco rígido com capacidade de 2 Terabytes e 6Gbps de transferência, que corresponde a uma velocidade real de até 140MB/s. Essa taxa de transferência é característica da nova geração da interface SATA, conhecida como SATA III ou eSATA 3. O mais interessante é que esse disco rígido, batizado de Barracuda XT, estará disponível a partir da semana do lançamento nos Estados Unidos por apenas US$ 299 (aproximadamente R$ 600,00).
A empresa Sharp, por sua vez, está se preparando para uma produção em massa de novos discos Blu-Ray com capacidade de 100GB e velocidade de leitura de 8x. Essa performance foi atingida através da adição de novas camadas ao disco e recentes avanços na tecnologia de laser. Para saber mais sobre o sucessor do DVD, clique aqui e leia um pequeno artigo do oNucleo.
As novidades não acabam por aqui. Uma empresa americana também do setor de armazenamento chamada Data Domain (recentemente comprada pela EMC) criou uma nova tecnologia que promete revolucionar o segmento de armazenamento: a Desduplicação. Trata-se de uma tecnologia de algoritmos específicos capaz de reduzir consideravelmente o espaço para armazenar dados. O segredo está na função de “dividir” os dados em pacotes para eliminar repetições. Assim, arquivos com partes semelhantes não são gravados por completo, pois essas partes já estarão no disco.
Já no mercado de dispositivos de armazenamento portáteis, a Samsung anunciou seus novos pendrives com 256GB, capazes de oferecer taxas de transferência mais rápidas, proteção dos dados através de senha e estrutura emborrachada contra impactos.
Sem falar também nas empresas que oferecem armazenamento online, ou “disco virtual”, propriamente dizendo. O Windows Live Skydrive da Microsoft reserva um espaço de 25GB para cada usuário do Hotmail. O serviço ADrive já consegue um pouco mais, 50GB gratuitos. E pra completar, o site Filebox oferece incríveis 500GB pra cada usuário cadastrado!
Além disso, empresas como a Dell oferecem dispositivos com grande capacidade de armazenamento para soluções corporativas e para servidores que comportam enorme quantidade de informações em um domínio. A unidade de fita PowerVault ML6000, por exemplo, oferece um espaço de 327TB!
Quanto espaço, não?
Só para tirar a dúvida (inclusive já me perguntaram isso), sabe o que vêm depois da medida Terabyte? Anote aí então: depois temos o Petabyte, Exabyte, Zettabyte e Yottabyte!
Depois de escrever essa notícia, quase joguei fora o meu pendrive de “apenas” 8GB! Agora imagina só se a garota do disquete lesse essa notícia…! Hehe.
Abraço!
André Batera

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